Páscoa

Páscoa significa a passagem da “morte para a vida”, das “trevas para a luz”. A Páscoa é a festa mais importante para a Igreja Católica, pois nela se celebra o mistério da salvação. Onde os cristãos celebram a ressurreição, após a morte e crucificação, de Jean Cristo.

Significado
Muito antes de ser considerada a festa da ressurreição de Cristo, a Páscoa anunciava o fim do inverno e a chegada da primavera. A palavra páscoa – do hebreu "peschad"– significa passagem. A páscoa sempre representou a passagem de um tempo de trevas para outro de luzes, isto muito antes de ser considerada uma das principais festas da cristandade.

A páscoa cristã celebra a ressurreição de Jesus Cristo, que de acordo com a Bíblia ocorreu três dias após a sua crucificação. É comum em todas as igrejas cristãs, o domingo ser um dia destinado à comemoração da ressurreição de Cristo, realizada através de Eucaristia, porém o domingo de páscoa é diferenciado dos outros, neste é celebrado o aniversário da ressurreição, a festa da vida.

A festa da páscoa faz referência à última ceia de Jesus com os discípulos, sua prisão, julgamento, condenação, crucificação e ressurreição. A celebração inicia no Domingo de Ramos e termina no domingo de páscoa, período compreendido como Semana Santa. A páscoa é uma das festas mais antigas, e a principal festa do ano litúrgico cristão.


Simbolos da Páscoa

As luzes, velas e fogueiras são uma marca das celebrações pascais. Em certos países, os católicos apagam todas as luzes de suas igrejas na Sexta-feira da Paixão. Na véspera da Páscoa, fazem um novo fogo para acender o principal círio pascal e o utilizam para reacender todas as velas da igreja. Então acendem suas próprias velas no grande círio pascal e as levam para casa a fim de utilizá-las em ocasiões especiais. O círio é a grande vela acesa na Aleluia, simbolizando a luz dos povos, em Cristo. Alfa e Ômega nela gravadas querem dizer: "Deus é o princípio e o fim de tudo". Ainda temos como símbolos:

  • Cordeiro - que simboliza Cristo, sacrificado em favor do seu rebanho;

  • Cruz - que mistifica todo o significado da Páscoa, na ressurreição e também no sofrimento de Cristo;

  • Pão e Vinho - simbolizando a vida eterna, o corpo e o sangue de Jesus, oferecido aos seus discípulos;


Significado dos ovos de Páscoa

O ovo representa nascimento e vida. Presentear pessoas com ovos é um costume de épocas remotas. Porém, os ovos (de verdade) foram substituídos por ovos de chocolate.

As origens exatas do ovo de chocolate são incertas. Alguns associam à proibição da ingestão de alimentos de origem animal no período da quaresma, havendo sua substituição pelo chocolate e outros acreditam que está ligado ao surgimento e crescimento da própria indústria de chocolate no século XIX. Atualmente, presentear com ovos de chocolate na páscoa já faz parte das tradições comemorativas de vários povos pelo mundo nesse período.

O que não se pode esquecer é que mais do que as toneladas de chocolate, o centro de nossa fé será sempre Cristo que morreu e ressuscitou para nos mostrar que o Reino de Deus pregado por Ele está presente e vivo entre nós. Esse sim é o verdadeiro sentido da páscoa.
Semana Santa


Durante a Semana Santa, a Igreja celebra os mistérios da reconciliação realizados pelo Senhor Jesus nos ultimos dias da sua vida terrena

Definição
A Semana Santa é um período religioso do Cristianismo e do Judaísmo que celebra a subida de Jesus Cristo ao Monte das Oliveiras, a sua crucificação e a sua ressureição. No século IV, algumas comunidades cristãs passaram a vivenciar a paixão, a morte e a ressurreição, o que exigia três dias de celebração, consagrados à lembrança dos últimos dias da vida terrena de Cristo. Juresalém, por ter sido o local desses acontecimentos, é que deu início a essa tradição seguida pelas demaisigrejas. Assim a sexta-feira comemora especialmente a morte de Jesus Cristo, o sábado era o dia de luto e o domingo era a festa da ressurreição.

Origem da Semana Santa
A primeira celebração da Semana Santa foi em 1.682 pelos cristãos. Ela é uma das conclusões do Concílio de Nicéia, regido pelo Papa Silvestre I e patrocinado pelo imperador Constantino, em 325 d.C, que determinou a doutrina da Igreja Católica, transformada em religião oficial do Império Romano. Desde então, festejam-se em oito dias a paixão, morte e ressurreição de Cristo. Um decreto papal estabeleceu o Domingo da Ressurreição como a data mais importante do ano eclesiástico. Ele é celebrado sempre no domingo seguinte à primeira lua cheia da primavera no Hemisfério Norte e do outono no Hemisfério Sul.


A Semana Santa

Domingo de Ramos - Entrada de Jesus em Jerusalém


A comemoração da entrada do Senhor em Jerusalém, com a bênção e a procissão dos ramos, supõe a proclamação do Evangelho, que dá sentido ao ato litúrgico (Mt 21,1-11). O louvor público é o reconhecimento messiânico da pessoa de Jesus, pela explicação bíblica, mais fácil, da relação do Messias com a dinastia davídica. De fato, a saudação messiânica Hosana ao Filho de Davi, no ato de bendizer o que vem em nome do Senhor, é a confirmação do oráculo de Natã, através do qual o povo espera e reconhece a chegada daquele descendente privilegiado, cujo trono seria estável ou permanente. Entretanto, Jesus parece preferir servir-se de outros textos escrituristicos para se deixar reconhecer como Messias. Ao querer montar no jumento para entrar na cidade , assume a missão messiânica, descrita por Zacarias: Dizei à Filha de Sião: eis que o teu rei vem a ti, manso e montado em um jumento, em um jumentinho, filho de uma jumenta.
Este ato contraditório se explica pelo messianismo anti-messiânico, ligado à pregação e irrupção do Reino, que contraria os interesses dos poderosos. Rejeitando-se o Messias, sua pessoa e sua mensagem, rejeita-se também o Reino que veio instaurar através dos meios pobres, mas eficazes, que escolhera. A cruz e a morte se colocam, então, no horizonte desta recusa do projeto messiânico: o caminho do amor que se doa a Deus e aos homens, em prol da justiça e da paz, através da mansidão e da humildade.



Quarta Feira Santa - Procissão do Encontro de Nosso Senhor dos Passos e Nossa Senhora das Dores


Dentro da Semana Santa, também chamada de “A Grande Semana”, em muitas paróquias, especialmente no interior, realiza-se a famosa “Procissão do Encontro” entre: o Senhor dos Passos e Nossa Senhora das Dores.
Os homens saem de uma igreja com a imagem de Nosso Senhor dos Passos e as mulheres saem de outra igreja com Nossa Senhora das Dores. Acontece então o doloroso encontro entre a Mãe e o Filho. O padre, então, proclama o célebre Sermão das Sete Palavras, que na verdade são sete frases:
  • 1. Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem. (Lc 23,34 a);
  • 2. Hoje estarás comigo no paraíso. (Lc 23,43);
  • 3. Mulher eis aí o teu filho, filho eis aí a tua mãe. (Jo 19,26-27);
  • 4. Meu Deus, Meu Deus, porque me abandonastes?! (Mc 15,34);
  • 5. Tenho sede. (Jo 19,28 b);
  • 6. Tudo está consumado. (Jo 19,30 a);
  • 7. Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito. (Lc 23,46 b).
O sacerdote, diante das imagens, faz uma reflexão com estas frases, chamando o povo à conversão e à penitência. O silêncio é grande, já que a imagem de Nosso Senhor dos Passos mostra-o com a cruz às costas. É tudo isso que vivemos neste tempo de profunda reflexão. Nossa fé é pascal passa pelo sofrimento, morte e ressurreição do Senhor.


Quinta Feira Santa (Ultima Ceia)



Na Quinta-feira Santa, óleo de oliva misturado com perfume (bálsamo) é consagrado pelo Bispo para ser usado nas celebrações do Batismo, Crisma, Unção dos Enfermos e Ordenação.
  • Óleo do Crisma - Uma mistura de óleo e bálsamo, significando plenitude do Espirito Santo, revelando que o cristão deve irradiar "o bom perfume de Cristo". É usado no sacramento da Confirmação (Crisma) quando o cristão é confirmado na graça e no dom do Espírito Santo, para viver como adulto na fé. Este óleo é usado também no sacramento do sacerdócio, para ungir os "escolhidos" que irão trabalhar no anúncio da Palavra de Deus, conduzindo o povo e santificando-o no ministério dos sacramentos. A cor que representa esse óleo é o branco ouro.
  • Óleo dos Catecúmenos - Catecúmenos são os que se preparam para receber o Batismo, sejam adultos ou crianças, antes do rito da água. Este óleo significa a libertação do mal, a força de Deus que penetra no catecúmeno, o liberta e prepara para o nascimento pela água e  peloEspirito. Sua cor é vermelha.
  • Óleo dos Enfermos - É usado no sacramento dos enfermos, conhecido erroneamente como "extrema-unção". Este óleo significa a força do Espírito de Deus para a provação da doença, para o fortalecimento da pessoa para enfrentar a dor e, inclusive a morte, se for vontade de Deus. Sua cor é roxa.

Instituição da Eucaristia
Na véspera da festa da Páscoa, como Jesus sabia que havia chegado a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim (Jo 12, 1). Caía a noite sobre o mundo, porque os velhos ritos, os antigos sinais da misericórdia infinita de Deus para com a humanidade iam realizar-se plenamente, abrindo caminho a um verdadeiro amanhecer: a nova Páscoa. A Eucaristia foi instituída durante a noite, preparando antecipadamente a manhã da Ressurreição. Jesus ficou na Eucaristia por amor..., por ti.

Um momento solene - No 13º capítulo do seu Evangelho, João fala sobre Jesus fraco, pequeno, que terminará sendo condenado e morto na cruz como um blasfemador, um fora da lei ou um criminoso. Até então, Jesus parecia tão forte, havia feito tantos milagres, curado doentes, ordenado que o mar e o vento se acalmassem e falado com autoridade para os escribas e os fariseus. Nós estamos frente a um Deus que se torna pequeno e pobre, que desce na escala da promoção humana, que escolhe o último, que assume o lugar de servo ou escravo. De acordo com a tradição judia, o escravo lavava os pés do senhor, e algumas vezes as esposas lavavam os pés do marido ou os filhos lavavam os do pai.

Desnudação do Altar
A desnudação do altar hoje, é um rito prático, com a finalidade de tirar da igreja todas as manifestações de alegria e de festa, como manifestação de um grande e respeitoso silêncio pela Paixão e Morte de Jesus. O rito atual é realizado de modo muito simples, após a missa. Feito em silêncio e sem a participação da assembléia. As orientações do Missal Romano pedem que sejam retiradas as toalhas do altar e, se possível, as cruzes da igreja. O significado é o silêncio respeitoso da Igreja que faz memória de Jesus que sofre a Paixão e sua morte de Jesus, por isso, despoja-se de tudo o que possa manifestar festa.


Sexta Feira da Paixão (Paixão de Cristo)



"Chegado ao meio-dia, houve trevas por toda a terra, até às três da tarde. Às três horas, Jesus exclamou em alta voz: "Eloì, Eloì, lema sabactàni?" que quer dizer: Meu Deus, meu Deus, porque Me abandonaste? (...)Soltando um grande brado, Jesus expirou. (...)Ao vê-Lo expirar daquela maneira, o centurião, que se encontrava em frente d'Ele, exclamou: "Verdadeiramente este homem era o Filho de Deus". Jesus, pregado na Cruz, imobilizado nesta terrível posição, invoca o Pai (cf. Mc 15, 34; Mt 27, 46; Lc 23, 46). Todas as suas invocações testemunham que Ele está unido com o Pai. "Eu e o Pai somos um" (Jo 10, 30); "Quem Me vê, vê o Pai" (Jo 14, 9); "Meu Pai trabalha continuamente e Eu também trabalho" (Jo 5, 17).






Que está acontecendo hoje? Um grande silêncio reina sobre a terra. Um grande silêncio e uma grande solidão. Um grande silêncio, porque o Rei está dormindo; a terra estremeceu e ficou silenciosa, porque Deus feito homem adormeceu e acordou os que dormiam há séculos. Deus morreu na carne e despertou a mansão dos mortos. Ele vai antes de tudo à procura de Adão, nosso primeiro pai, ovelha perdida. Faz questão de visitar os que estão mergulhados nas trevas e na sombra da morte. Deus e seu Filho vão ao encontro de Adão e Eva cativos, agora libertos dos sofrimentos.
Está preparado o trono dos querubins, prontos e a postos os mensageiros, construído o leito nupcial, preparado o banquete, as mansões e os tabernáculos eternos adornados, abertos os tesouros de todos os bens e o meio dos céus preparado para ti desde toda a eternidade".

Fonte: http://wiki.cancaonova.com/index.php/Semana_Santa.Acessado no dia 19/04/2011.


Páscoa: tempo de ressurreição.


     Estamos nos aproximando da Páscoa, palavra esta que vem do hebraico Pessach o qual significa passagem. A Páscoa não só é a maior como a mais importante festa da igreja católica. Reunimo-nos como povo de Deus para celebrarmos a Ressurreição de Jesus Cristo, Sua vitória sobre a morte e Sua passagem transformadora em nossas vidas.
     O Tempo Pascal compreende cinquenta dias que se inicia no domingo da Ressurreição e termina na festa de Pentecostes. A Páscoa é o centro do ano litúrgico e da vida da igreja. Celebrá-la, é celebrar a obra da redenção humana e da glorificação que Deus em Cristo realizou quando morrendo destruiu a morte e ressuscitando renovou a nossa vida.
     Diante do que verdadeiramente nos remete a comemoração da Páscoa, podemos perceber que hoje muitas famílias, e infelizmente, muitas famílias católicas transformam essa data em mais um simples feriado, em mais um dia de descanso ou ainda em mais um dia de manifestações pecaminosas. Para esses “católicos”, a grande preocupação desse período é o de presentear seus familiares com os saborosos ovos de páscoa. Isso tornou-se uma tradição principalmente em nosso país onde o maior beneficiado e incentivador  é o comércio que lucra e comanda o mercado financeiro.
     Apesar da grande massa católica existente no mundo, observamos que poucos se preparam para viver verdadeiramente o tempo pascoal, poucos cristãos procuram experimentar esse tempo como um momento de conversão, de mudança de vida e de amor ao próximo uma vez que a prioridade é a de presentear todos ao seu redor e a de realizar a festa ou o almoço para todos os amigos e familiares. Contudo, o importante é não nos esquecermos de convidar o próprio Jesus, de presenteá-lo com nossa presença no sacrário e na Santa Missa e, principalmente, não nos esquecermos de que, nesse tempo, Deus nos confronta com nosso pior, com nossos pecados mais internos para sairmos melhores e mais santos.
     Nós que temos o acesso a tais verdades, que temos ao alcance das mãos um sacerdote, um sacrário, a Eucaristia, devemos e podemos nos preparar adequadamente para a Páscoa. Como Cristãos, assumamos nesse tempo o que Deus nos coloca para vivermos. Devemos sim nos alegrar pela morte e ressurreição de Jesus, pois foi o meio pelo qual fomos salvos, fomos libertos do julgo do pecado, porém, jamais devemos nos esquecer de celebrar com grande devoção e louvor o sacrifício do Cordeiro Santo e o preço pago para salvar nossas almas. Enfim, foi por Cristo que fomos libertos e é por meio Dele que seremos levados aos Céus.
     Uma santa e abençoada Páscoa a todos, que Jesus Ressuscitado seja nossa maior alegria nesse tempo. Amem!

Colaboração: Milena de Brito Mello


SÃO JOSÉ


            No dia 19 de março, celebra-se a Solenidade de São José, esposo da virgem Maria, modelo de esposo e pai, protetor da Sagrada família, ele foi escolhido por Deus para ser o patrono da igreja de Cristo.
            José que significa: “Deus cumula de bens”, em hebraico, renunciou a si mesmo e, na fé, obedeceu a Deus acolhendo a virgem Maria, e hoje, acolhe a igreja, da qual é patrono e grande intercessor de todos nós.
            No papel de pai adotivo de Jesus, São José educou o menino-Deus dentro dos preceitos de seu povo (Lc 2,21,-52), e com o mesmo carinho ensinou-lhe sua profissão de carpinteiro.
            Sob o olhar da fé, podemos imaginar São José cuidando e protegendo sua família (Mt 2,13-23), e todo clima de paz e respeito a dominar naquele santo lar. As dificuldades enfrentadas foram vencidas na fé de que Deus estava com eles. Certamente, Jesus, ao olhar seu pai adotivo, podia contemplar o homem justo, que foi São Jose.
            Nos dias de hoje, será que encontramos a verdadeira presença paterna em nossas famílias? Qual o papel do pai nelas? No que ele se assemelha a São José? Muitos homens (Pais), não são exemplo do justo; pois, estão preocupados com a busca por dinheiro, bens materiais, estatus social, vida vazia de fé e amor.
            Olhando para nossas famílias, que exemplo estamos dando aos nossos filhos? Será que nos espelhamos em São José?
            É belo exemplo para os filhos ver o pai que reza, lê a Palavra de Deus e dela faz direção para sua vida. Aquele que educa seu filho no caminho do Senhor terá sua recompensa, pois todo ensinamento e exemplo deixarão sua marca no coração, isto é, toda semente plantada em terra boa e preparada, produzirá a seu tempo o fruto esperado.
            “Pai, assuma o papel de São José na sua família, pois todo homem que Crê, Confia e espera no Senhor é justo.”